
Normas de Rituais
CEFLURIS
Apresentação
A educação espiritual do CEFLURIS, que
veio através do Mestre Irineu e do Padrinho Sebastião, engloba muitas
tradições, valores e ensinamentos espirituais materializados neste século XX,
que estamos vivendo ainda hoje, graças a Deus! Foi na passagem da década de 20
para 30 que o Senhor Raimundo Irineu Serra teve a visão de uma Senhora que lhe
apareceu numa grande luz, em forma de lua, dentro da floresta. Nesta visão Ela
se declarou como sendo a Virgem da Conceição, a Rainha da Floresta, Dona dos
ensinos desta linha espiritual.
Ordenou que ele prestasse toda atenção
ao trabalho que fazia e meditasse sobre os ensinamentos que viriam após ele
praticar uma receita recebida na mesma visão. O Senhor Irineu deveria fazer,
então, um jejum de oito dias comendo apenas macaxeira sem sal e chá sem açúcar
enquanto bebesse o Daime para receber mais instruções. Nessa época, ele
trabalhava com os caboclos peruanos que se achavam na luta do cotidiano sem
conhecer a si mesmos e a natureza divina da criação. Foi durante esse período
de jejum que Raimundo Irineu Serra recebeu o grande ensinamento que está
contido no seu próprio hinário que leva o nome de O Cruzeiro.
É por isso que o hinário do Cruzeiro
deve ser ensaiado e estudado com toda a atenção pois essa é a mensagem da
Rainha da Floresta. Foi ordenado também que a expansão dessa Doutrina, desses
ensinamentos, fosse feita com todo o cuidado e respeito à Divindade Criadora do
céu e da terra. Pois é ao adquirirmos o respeito ao humano e à natureza que
tomamos possível o caminho de volta para o Pai. Este caminho leva à compreensão
de que a vida precisa existir junto com a saúde, o bem-estar e a salvação do
espírito. Essa é uma contribuição da cultura da região amazônica.
O CEFLURIS é uma universidade
espiritual e eclética, universal e amazônica, que vem apoiando todos aqueles
que amigavelmente lhe reconhecem como um Centro irmão e capacitado para ajudar
no desenvolvimento espiritual de todos aqueles que assim o desejem.
A expansão dessa Doutrina está hoje
sob minha responsabilidade como herdeiro que sou dessa Escola de Raimundo
Irineu Serra e Sebastião Mota de Melo. Estou zelando pelo bom andamento
da Doutrina, dos valores, dos milagres e das curas que vêm a partir do nosso
Divino Sacramento, o Santo Daime.
Já ao nível material, estamos
organizando legalmente todos os nossos filiados e registrando os nossos centros
e comunidades do Brasil e do exterior. Tudo de pleno acordo com a lei de seus
respectivos países e também de pleno acordo com as exigências burocráticas e de
documentação.
Estamos facilitando essa organização
aos irmãos que nos solicitem e àqueles que têm nos convidado a visitar os seus
grupos ou comunidades, a fim de que eles possam melhor desenvolver a sua missão
e se expandir da forma mais natural possível.
Esta caridade divina se deve ao
Padrinho Raimundo Irineu Serra, ao Padrinho Sebastião Mota de Melo, a Madrinha
Rita Gregório de Melo e ao CEFLURIS, na direção do seu Presidente Alfredo
Gregório de Melo.
Declaro esta verdade a quem possa
interessar e desejar.
De graça recebes, de graça darás.
Com harmonia, amor, verdade e justiça,
união e paz. Esta é a mensagem.
Presidente
do CEFLURIS
O ritual de uma doutrina viva é um
guia, um mapa simbólico que nos ajuda a percorrer com maior facilidade os
intricados caminhos do conhecimento espiritual. Uma vez fossilizado, tanto o
ritual quanto a doutrina podem se tornar um entrave, uma autêntica camisa de
força para os seus participantes. Por isso mesmo é que devemos evitar os
extremos tanto de ignorarmos as prescrições tão sábias da tradição como a
fossilizarmos a ponto de ficarmos presos a fórmulas ocas e exteriores.
Nesse sentido deve haver sempre um zelo e um respeito em relação àquilo que
foi prescrito pelos mestres, sem que isso impeça a tradição de manter o
conteúdo de sua mensagem atual e útil para as diferentes necessidades de cada
época.
O perigo está, portanto, nos dois lados. O Padrinho Sebastião costumava
dizer que “espiritualidade é respeito”. Algumas pessoas encontram dificuldade
de aceitarem ou compreenderem as normas de ritual, porque não gostam de se
submeter a nenhuma escola ou disciplina. Mesmo reconhecendo que existam pessoas
nas quais a espiritualidade esteja acima de quaisquer convenções, acreditamos
ser necessário se valer de algumas práticas, ritos e símbolos para galgarmos os
diferentes degraus da vida espiritual.
É bom alertar igualmente que o simples enunciado e descrição de nossos
rituais apresentados neste texto, que visa o estudo e o aperfeiçoamento do
nosso trabalho, não concede nenhum poder especial aos nosso leitores, de tal
modo que eles possam se sentir capazes de virar um dirigente espiritual da
noite para o dia, pensando que basta para isso recitar as passagens de um
manual. Sem dúvida, como já mencionamos, esse pequeno livreto pode prestar uma
ajuda inestimável para todos que trabalham nas diversas frentes de nosso
atendimento espírita. Mas sua leitura e aplicação não substituem o árduo
aprendizado, o amor e a caridade e as virtudes éticas que só são possíveis
através de uma vida dedicada à evolução espiritual. Em última análise o nosso
ritual deve ser fruto de uma consagração. O cenário do nosso ritual deve ser um
espaço sagrado. Nele cantamos, meditamos, canalizamos energias, irradiamos
energia e nos curamos.
Este livro se constitui, portanto, num ponto de referência de consulta
obrigatório para todos os membros do CEFLURIS e pode nos ajudar a nos tornarmos
mais conscientes e preparados para o cumprimento da nossa missão espiritual.
Este trabalho, que está sendo colocado à disposição de todos os associados do
CEFLURIS, faz parte de um pedido feito há quase quinze anos pelo nosso saudoso
Padrinho Sebastião, a partir de uma palavra que ele escutou do próprio Mestre
Irineu, no sentido de documentar e registrar cada vez mais o nosso Centro, seus
preceitos, princípios e normas. Parece que o olho profético do nosso Padrinho
já enxergava longe e ele sentiu como esta organização seria necessária para os
“tempos vindouros”, como ele costumava chamar o tempo futuro de expansão e
crescimento de nossa Doutrina da floresta para o mundo.
Pois bem, os tempos vindouros já chegaram, estamos vivendo nele e este
trabalho de sistematização cada dia se torna mais necessário. Recentemente
tivemos a oportunidade de dar um grande passo nessa direção com a realização do
IX Encontro
Esta edição das Normas de Ritual que estamos oferecendo agora é uma parte
deste trabalho. Resolvemos publicá-la de imediato devido ao grande interesse
que o tema desperta e que tem gerado inúmeros pedidos para que este material
fosse antecipado ao Livro dos Preceitos. Desta forma estamos possibilitando um
ponto de partida que certamente irá ajudar o aprimoramento e a padronização do
nosso ritual. Esperamos igualmente que a divulgação deste trabalho fortaleça o
papel dos Conselhos Doutrinários locais, que terão, assim, um ponto de
referência para o aperfeiçoamento do nosso trabalho espiritual. Nesta primeira
edição estamos abordando apenas os rituais considerados oficiais. Existem
outros trabalhos de uso mais ou menos difundidos e consagrados. Ao Conselho
Doutrinário e Ritual cabe a constante atualização destas normas ou mesmo a
incorporação de novos procedimentos e trabalhos no calendário oficial.
Como responsável pela edição e coordenação deste livro e dos demais textos
institucionais, gostaria de agradecer o apoio dado pelo presidente do CEFLURIS,
Padrinho Alfredo Gregório de Melo, e do presidente do Conselho Doutrinário Ritual,
Padrinho Valdete Mota de Melo, ambos empenhados no fortalecimento do nosso
processo institucional e padronização do nosso trabalho ritual.
Gostaria também de agradecer a valiosa contribuição das madrinhas Rita,
Julia e Cristina, verdadeiras guardiãs da memória viva de nossas tradições
rituais. Em várias oportunidades este texto foi lido, comentado, e passado a
limpo com elas. Ficam também os agradecimentos à equipe que colaborou nesse
projeto: Luis Fernando Nobre, na compilação e entrevistas, Nelson Liano Jr. na
produção e editoração. Tetê Paz Leme na arte de capa e Nilton Caparelli na
revisão.
Alex Polari de
Alverga
vice-presidente do CEFLURIS
membro do Conselho Doutrinário e Ritual
PARTE
1
RITUAIS E TRABALHOS ESPIRITUAIS
A ocasião dos nossos trabalhos espirituais e de comunhão com o nosso
sacramento é o ponto máximo da nossa fé daimista. Podemos resumir em três, as
principais recomendações para iniciarmos a nossa sessão espírita:
1) Conduta ética coerente com o que Doutrina prescreve em seus hinos.
2) Busca de uma reconciliação interna e com os irmãos, os quais se pode
estar desentendido.
3) Abstinência sexual de três dias antes e três dias depois de cada
trabalho.
O símbolo maior do nosso trabalho espiritual é o nosso Salão, nossa
Egrégora, nossa Igreja. Ele é o espaço consagrado e local sagrado onde louvamos
a Deus, os santos, os profetas e os seres do universo.
O Salão de trabalho é um espaço que uma vez consagrado e respeitado pelos
membros da Igreja, toma-se um templo, “um centro de emissão e recepção de tudo
quanto é bom, alegre e prospero.”
O Salão deve ser preferencialmente na forma de uma estrela de seis pontas,
assim como a mesa. Na mesa deve estar o Santo Cruzeiro principal símbolo da
Doutrina do Mestre Irineu, e, no mínimo, três velas acesas, que simbolizam o
Sol, a Lua e as Estrelas. Deve se firmar também uma quarta vela em homenagem a
todos os seres divinos e guias espirituais da Doutrina.
Em trabalhos de limpeza e de cura, onde há muito descarrego, usa-se uma
vela embaixo da mesa.
O Salão deve estar zelado e limpo, e disposto de acordo com a finalidade do
trabalho. Nos hinários festivos e oficiais podem ser colocado flores, fitas e
adornos diversos.
Imagens e fotos dos guias, santos e mestres podem ser expostas no Salão.
A forma tradicional com que se abre a maioria dos nossos trabalhos
espirituais consta do sinal da cruz seguido de um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e
Chave de Harmonia, no caso de rituais que comecem com a Oração; e de três Pai
Nossos e três Ave Marias no caso de hinários oficiais. Em seguida, em ambos os
casos, lê-se a Consagração do Aposento.
TERÇO
Diferenciamos dois tipos de Terços dentro de nossos trabalhos espirituais,
a saber:
1- O Terço com que se abrem os hinários oficiais de farda branca, rezado 30
minutos antes da abertura do hinário, com os participantes em pé em torno do
Santo Cruzeiro. Em geral é puxado pela comandante feminina. Abre-se o Terço com
um Credo, um Pai-Nosso, três Ave-Marias e “Glória ao Pai, ao Filho e ao
Espírito Santo. Assim como era no princípio e por todos os séculos do séculos,
amem”. A cada seqüência de dez Ave-Marias e um Pai-Nosso, repete-se estas
mesmas palavras.
2 -O Terço das Almas, que é rezado todas as primeiras segundas-feiras de
cada mês, e na abertura do ritual da Missa. É realizado de farda azul, na
igreja, estrela, capela ou cemitério.
O Terço é rezado da mesma forma, acrescentando entre os Pai-Nossos e
Ave-Marias a oração: “Oh! Meu Jesus perdoai-nos! Livrai-nos do fogo do
Inferno! Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente aquelas que
mais precisarem!.
Normalmente é feita às 18h30 seja na Igreja ou nas residências familiares.
Sempre deve haver um ponto espiritual com pelo menos urna vela acesa e um
Cruzeiro (ou Cruz). Podem ser tocados instrumentos musicais e, aos domingos,
pode ser bailada.
Na Igreja deve-se usar a farda azul (sem a gravata) e nas residências não é
obrigatório o uso da farda.
A abertura é feita com um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e Chave de Harmonia. Em
seguida os seguintes hinos:
Pad. Sebastião 71 - Examine a
consciência
Pad. Sebastião 86 - A meu Pai peço
firmeza
Pad. Sebastião 88 - Eu vivo com meu
Mestre
Pad. Sebastião 93 - É pedindo e
rogando
Pad. Sebastião 97 - Dem-dum
Pad. Sebastião 105 - Aqui eu vou expor
Pad. Sebastião 108 - Eu vou rezar para todo mundo ver
Pad. Sebastião 118 - Para estar junto a este Cruzeiro
Pad. Sebastião 139 - Não creias nos mestres que te
aparecem
Pad. Sebastião 145 - Meu Pai peço que vós me ouça
Pad. Sebastião 147 - O amor é para ser distribuído
Pad. Sebastião 152 - Eu não sou Deus
Pad. Alfredo 82 Eu
pedi e tive um toque
Obs.: O Hino nº 86 do Padrinho
Sebastião é cantado de pé e sem instrumentos. O Hino nº 152 do Padrinho
Sebastião é cantado de pé e por duas vezes.
Fechamento: um Pai-Nosso, uma Ave-Maria,
Prece de Cáritas, uma Salve-Rainha.
“Louvado seja Deus nas alturas” afirma o dirigente do trabalho, Os
assistentes respondem: “Para que sempre seja louvada a nossa Mãe, Maria
Santíssima, sobre toda a humanidade. Amém”.
HINÁRIO
O principal trabalho da nossa linha doutrinária são os hinários do
calendário oficial. Após o terço, os fardados devem atender a chamada para a
abertura do despacho do Santo Daime. Depois devem se dirigir aos seus locais de
baile, enquanto os fiscais e demais encarregados dos turnos de serviço vão para
os seus setores.
Depois dos fardados, os paisanos tomam o Santo Daime e ocupam seus lugares,
seja nos bancos ou nos últimos lugares da fila do baile, atrás dos fardados.
Todos devem permanecer em seus lugares. O fardado só poderá se ausentar do
Salão durante o período de três hinos. A ausência deve ser comunicada ao
companheiro da direita na fila. Se possível, esperar o final do hino para se
retirar. Prolongando-se a ausência além desse prazo, a fila deve ser preenchida
da esquerda para direita.
As filas do bailado devem ser dispostas de acordo com a altura dos
participantes. Os retângulos disponíveis para o bailado devem medir
aproximadamente 70 x 30cm.
A cabeceira da mesa se encontra frente à porta de acesso ao Salão que
geralmente é voltado para o leste. À esquerda da cabeceira da mesa ficam os
homens, e a direita as mulheres. Seguem-se os rapazes e as moças, as meninas e
os meninos.
O setor das crianças, como é sempre mais vazio, recebe também visitantes
nos dias em que a Igreja está mais cheia.
O bailado se apresenta em três tipos básicos: valsa (compasso 1 por 1),
marcha (2 por 2) e mazurca (ternário). O bailado inicia-se após a primeira
estrofe do hino, a partir do movimento do comandante que dá o primeiro passo à
esquerda.
O bailado deve acompanhar o compasso da música, sem arrastar nem acelerar.
O bailado é também uma vitrine do trabalho espiritual de cada um. Deve-se
evitar trejeitos e movimentos exagerados que destoem do padrão apresentado pela
corrente.
É necessário que haja tolerância acompanhada de instrução para a adaptação
dos novatos.
O maracá deve estar afinado convenientemente. Em tese, todo fardado deveria
ter um maracá. Deve saber tocá-lo adequadamente dentro do ritmo exigido pelo
hino. O comando do trabalho poderá limitar o número de maracás, se assim
julgar conveniente.
Os músicos devem procurar junto à comissão ritual da sua igreja promoverem
ensaios e estudos dos principais hinários, a fim de que apresentem uma boa
integração e harmonia no Salão. Deve haver um aperfeiçoamento constante dos
tons e das harmonias. É bom que haja um responsável pela qualidade da
música assessorando o dirigente do trabalho.
Canto
Os hinos normalmente são iniciados pelo comando do trabalho ou diretamente
pelas puxadoras que devem estar seguras dos tons apropriados para cada um
deles.
É igualmente responsabilidade de todo membro estudar, conhecer e memorizar
todos os hinos para que durante os hinários possa contribuir para o brilho da
corrente espiritual. É também preciso meditar sobre as instruções dos hinos e
praticá-las no dia-a-dia.
No caso dos hinários devem ser formadas filas de fardados por ordem de
altura, os homens à esquerda e a mulheres à direita. Em seguida, os
não-fardados e os visitantes.
A distribuição da nossa bebida sacramental tem três importantes aspectos a
serem observados:
1) O responsável pelo despacho. Sendo esse um dos momentos mais importante
da nossa eucaristia, quem está realizando esse trabalho deve estar concentrado
e oferecer o nosso sacramento com reverência e todo respeito. Ele toma a dose
que for indicada pelo dirigente do trabalho e, em seguida, procede ao despacho.
A dose obedece a um padrão que depende do tipo de trabalho e do grau da
bebida. É bom que o responsável seja familiarizado com todo o processo de
feitio.
A dose é igual para todos.
O responsável pelo despacho deve ter experiência e sensibilidade para saber
eventualmente quem precisa tomar mais ou menos Daime.
Também deve estar informado pela recepção ou pelo grupo de cura dos casos
de doentes, grávidas ou outros que podem requerer um procedimento diferenciado.
Deve zelar pelos utensílios, limpeza dos copos e manter sempre acesa uma
vela no ponto de despacho;
2) É tão importante a forma de consagrar e comungar o nosso sacramento que
o Mestre Irineu o denominou Daime (do verbo dar, dai-me). Frisava com isso o
caráter de invocação e rogativa interior com os quais todos devem se aproximar
dessa Santa Bebida, pedindo que Ela nos conceda “a realização das nossas
aspirações mais íntimas” a cura dos nossos males físicos, mentais e espirituais
e um maior discernimento sobre a nossa vida.
Faz-se o sinal da cruz, recebe-se o copo e toma-se a dose oferecida até o
final.
3) A aplicação da dose pelo dirigente deve basear-se no padrão oficial do
Mestre Irineu, levando-se em conta a graduação do Daime. É importante destacar
que a maestria na direção de um trabalho espiritual nem sempre é decorrente de
doses elevadas, mas principalmente do conhecimento e da correção do dirigente,
a harmonia e o equilíbrio de sua atuação e a força das suas chamadas.
Evidentemente, nos trabalhos de estrela, cura e Concentração são necessárias
doses maiores.
A corrente
A corrente é a força espiritual do trabalho. É o esforço empregado por
cada um para que a comunhão de todos com o sacramento se revista de um profundo
resultado espiritual. O bailado e a música geram uma energia que é canalizada
pelas vibrações do maracá. Tudo isso propicia um trabalho interior de elevação
espiritual e expansão de consciência que sustenta as mirações, os insights e diversos aprendizados que
ocorrem durante o trabalho com cada membro da corrente.
Os hinos guiam a
nossa jornada ritual. Alertam, encorajam, aconselham e nos instruem para que
possamos realizar nosso mergulho interior, sempre dentro da proteção da
corrente. A firmeza da corrente repousa na firmeza e consciência de cada irmão
e na sua obediência às regras do trabalho.
As normas de fiscalização são um conjunto de regras que devem ser zeladas
para um bom andamento do trabalho. Todos os membros fardados devem, com a ajuda
dos mais experientes, participarem dos diversos trabalhos de fiscalização.
Os principais setores São:
• COMANDANTE, DIRIGENTE OU PRESIDENTE DA MESA
Responsável geral pelo trabalho espiritual.
• COMANDANTE ALA MASCULINA.
• COMANDANTE DA ALA FEMININA.
Cuidam da ordem na fila, da harmonia da corrente, correção do bailado e
também das velas, incenso e água.
• FISCAIS DE ATENDIMENTO (MASCULINO E FEMININO).
Encarregados de zelar pela passagem daqueles irmãos e irmãs que estão
necessitando de auxílio para viver a sua experiência espiritual.
• FISCAL DE TERREIRO
Encarregado do movimento e atendimento no terreiro da Igreja. Também recebe
pessoas encaminhadas pelo fiscal de salão para o terreiro e vice-versa.
• PORTEIRO
Zela pela porta, o acesso e saída da Igreja. Controla a direção de cada um
que sai do trabalho e quando necessário indaga os motivos. É o intermediário
entre os fiscais do salão e do terreiro.
• REFORÇO
Considera-se reforço todo o efetivo da escala de fiscais que mesmo não
estando em seu turno pode ser convocado para alguma emergência.
• ATRIBUIÇÕES E FORMAÇÕES DOS FISCAIS
O quadro de fiscalização deve funcionar em base de turno de duas horas. Em
centros com menos disponibilidade de pessoal pode haver escalas maiores ou
fixas. O treinamento e preparo dos fiscais deve ser constante. O bom fiscal
deve ser sereno, amoroso e ao mesmo tempo persuasivo e firme quando se trata de
resolver problemas e situações que estão prejudicando o fluir harmonioso do
trabalho.
Deve ser o mais discreto possível na sua atuação, cheia de atenção e boa
vontade, principalmente com aqueles irmãos que estejam passando alguma
disciplina ou qualquer outro tipo de dificuldade.
Se houver algum problema mais grave que fuja do seu controle e autoridade,
deve dar ocorrência ao comando do trabalho.
Vivas
Os vivas sempre são dados pelo presidente da mesa, comandante do trabalho
ou pessoa previamente designada para tal. Quem os dá deve estar de pé,
preferencialmente de frente ao Cruzeiro. Com ele saudamos o festejo do dia.
(Todos podem responder aos vivas, especialmente o lado masculino). Devem ser
evitados: nos trabalhos de cura e Concentração, durante os hinários antes de
ser cantada a Confissão e na Quinta-feira Santa e Dia de Finados. Pode-se
saudar os elementos da natureza, o dono do hinário que esteja sendo cantado,
igrejas ou comunidades, visitantes e aniversariantes.
Seqüência obrigatória dos
vivas:
O Divino Pai Eterno, a Rainha da Floresta, Jesus Cristo Redentor, o
Patriarca São José, todos os Seres Divinos, o Nosso Mestre Império, toda a
Irmandade, o Santo Cruzeiro.
Nos hinários oficiais os intervalos devem ser de uma até duas horas no
máximo. Durante esse período os fiscais designados devem permanecer atentos no
Salão para ajudar os irmãos que ainda estão em trabalho e garantir o clima de
silêncio e harmonia.
CONCENTRAÇÃO
As Concentrações devem ser realizadas todos os dias 15 e 30 de cada mês.
O trabalho de Concentração faz parte do calendário oficial. É nele que
quinzenalmente vamos buscar, através do silêncio, a conexão com o nosso Ser
interior e uma maior consciência do nosso Eu superior.
É também nas Concentrações que podemos nos entregar relaxadamente a miração
e receber instruções valiosas para o nosso seguimento espiritual. A
Concentração se divide em duas etapas:
a) Concentração propriamente dita que consta da disciplina da mente em
abolir os pensamentos, associações de idéias e impressões do dia-a-dia, a fim
de se focalizar num único ponto. Nela treinamos a atenção e a introspecção,
para que a mente ao invés de se tomar um foco de distração, seja um instrumento
útil a serviço do trabalho espiritual.
b) Meditação - Estágio superior de concentração onde dentro da força da
corrente, da energia espiritual das mentes elevadas e da proteção dos nossos
guias espirituais se busca experimentar um estado contemplativo, estático,
sereno, e sem pensamentos, onde procuramos fundir o observador, o observado e o
ato de observar.
Os fardados devem vestir farda azul. Todos devem procurar uma postura
corporal confortável, evitando-se movimentos desnecessários, e ausentar-se do salão
apenas para fazer as devidas limpezas.
O ritual inicia-se com três Pai-Nossos e três Ave-Marias, Chave de
Harmonia, despacho do Santo Daime e Oração.
Após a Oração deve ser lida a Consagração do Aposento e começa a
Concentração. A primeira parte deve ser de concentração total num período
mínimo de uma a duas horas.
Após o segundo despacho, a Concentração deve seguir por mais um período
idêntico, onde o silêncio pode ser intercalado por hinos, autorizados pelo
dirigente da sessão. Sugerem-se como hinos que devem ser cantados na segunda
parte da concentração:
« Firmeza (Padrinho
Sebastião)
« Estou Firme com meu Jesus (Padrinho Sebastião)
« Aqui estou dizendo (Padrinho Sebastião)
« As Tábuas de Moisés (Padrinho Sebastião)
« Todos devem procurar (Germano Guilherme)
« Firmado em Concentração (Padrinho Alfredo)
« Eu peço a meu Pai (Padrinho Sebastião)
« São João na Terra (Padrinho Sebastião)
« Chamo a Força (Mestre Irineu)
« Chamo o Tempo (Mestre Irineu)
É obrigatória a leitura do Decreto de Serviço do Mestre Irineu. Este
Decreto de 1970 é o fundamento onde se baseiam todos os princípios e regras que
devem constar na conduta de todo daimista. O texto deve ser lido na íntegra em
momento solene durante a Concentração.
“DECRETO DO MESTRE IRINEU”
Centro de Irradiação Mental
Luz Divina
Decreto de serviço para o ano
de 1970.
O Presidente Centro de
Irradiação Mental Luz Divina, Senhor Raimundo Irineu Serra, usando as suas
atribuições legais Decreta:
Estado Maior, ficam
definitivamente obrigados os membros desta Casa, a manter o acatamento e paz da
mesma, normalizando assim a sinceridade e o respeito com seu próximo.
Dentro do Estado Maior não pode haver intrigas, ódio,
desentendimento por mais insignificante que seja; todos que tomam esta Santa Bebida
não só devem procurar ver belezas, primores, e sim corrigir seus defeitos,
formando assim o aperfeiçoamento da sua própria personalidade para ingressar
neste batalhão e seguir nesta linha. Se assim fizerem, poderão dizer, sou
irmão.
Dentro desta igualdade todos
terão o mesmo direito, em casos de doenças, será expressamente designado uma
comissão em benefício do irmão necessitado.
Nos dias de trabalhos:
Todos que vierem à procura de
recursos físicos, moral ou espiritual, devem trazer consigo sempre, uma mente
sadia, cheia de esperanças, implorando ao Infinito Eterno Espírito do Bem e a
Virgem Soberana Mãe Criadora, que sejam concretizados os seus desejos de acordo
com os seus merecimentos.
Para iniciar a nossa
meditação:
Depois da distribuição do Daime,
todos irão colocando-se em seus respectivos lugares, com exceção das senhoras
que têm crianças. As mesmas deverão primeiramente agasalhar seus filhos.
Continuando nossa meditação:
Ao chegar a hora do intervalo,
ao efetuar-se a primeira chamada, todos deverão colocar-se em forma, tanto o
batalhão masculino, quanto o feminino, pois todos têm a mesma obrigação e quem
tem obrigação. A verdade é que o centro é livre, mas quem toma conta, deve dar
conta, ninguém vive sem obrigação, e quem tem obrigação tem sempre um dever a
cumprir.
Para podermos
atingir o objetivo principal, é necessário colaborarmos com o mais profundo
silêncio na ordem de trabalho; não será permitido ninguém conversar durante a
hora da Concentração ou no período do hinário, inclusive os próprios
dirigentes, a não ser para transmitir uma ordem de um para outro.
Também é recomendável a leitura de mensagens, instruções, leituras de
escrituras e textos sagrados de reconhecido valor espiritual. Excepcionalmente
poderá ser realizado algum hinário durante a segunda parte da Concentração.
Depois da segunda parte da Concentração podem ser cantados o Cruzeirinho do
Mestre Irineu e, ocasionalmente, a Nova Jerusalém do Padrinho Sebastião, e
proceder ao encerramento normal.
Os trabalhos de cura compreendem diversos tipos: Trabalho de Estrela, Círculo de Cura, São Miguel e Cruzes. No tempo do Mestre Irineu os trabalhos
de cura eram basicamente de Concentração, já o Padrinho Sebastião acrescentou
uma seleção de hinos que foi aos poucos ampliando-se até chegar na atual versão
do nosso Hinário de Cura, que é a seguinte:
PRIMEIRA PARTE
Padrinho Sebastião Pai
nosso que estais nos Céus
Padrinho Sebastião Eu
chamei meu Mestre
Padrinho Sebastião Chamei
o Mestre Juramidam
Mestre Irineu As
Estrelas já chegaram
Alex Polari Os
Espíritos estão chegando
Vera Froés Harmonia,
verdade e perdão
Mestre Irineu Linha
do Tucum (3 x de pé)
Padrinho Alfredo Olho
para o firmamento
Padrinho Alfredo Marachimbé
Padrinho Alfredo Eu
agora paro e peço
Padrinho Sebastião Eu
peço a meu Pai
Padrinho Sebastião São
João na Terra
Padrinho Sebastião Meu
Pai peço que vós me ouça
Hinário Hino
Padrinho Sebastião Eu
vivo na floresta
Padrinho Sebastião Princesa
Janaína
Padrinho Sebastião Quando
tu estiver doente
Padrinho Sebastião Peço
força
Padrinho Sebastião Beija-flor
Padrinho Sebastião Deus
é para todos
Padrinho Sebastião Eu
invoco meu Mestre
Padrinho Sebastião Julgamento
Padrinho Sebastião Sou
luz, dou luz (de pé)
Padrinho Sebastião Tão
bonito é meu Pai
Padrinho Alfredo O
Daime é o Daime
Padrinho Alfredo Eu
venho acrescentar
Tetê Eu
vou me levantar (3 x de pé)
Madrinha Rita Meu
Mestre me cure
Madrinha Rita É
pedindo e rogando
Madrinha Rita Lá
vem o sol me curar
Mestre Irineu Encostado
à minha Mãe
Mestre Irineu Sou
filho do Poder
Além dos hinos listados, podem ser cantados outros, sempre de acordo com as
solicitações do próprio trabalho. Em alguns casos podem ser abertos outros
hinários também empregados para cura como é o caso, principalmente, dos
hinários de João Pedro, Tetê e dos Finados (Antonio Gomes, Maria Damião,
Germano Guilherme, João Pereira).
A corrente de cura exige total concentração e atenção no objetivo do
trabalho para que os doentes possam se entregar com toda a confiança no
destrinchamento espiritual de suas visões sobre a doença, a compreensão das
suas causas kármicas e às transformações exigidas para que a cura possa ocorrer
e se manter.
A abertura é normal: Oração, Consagração do Aposento, pequena concentração
e início do Hinário de Cura.
É usada a farda azul, as pessoas permanecem sentadas em tomo do Cruzeiro.
A mesa é constituída normalmente por 7, 9, ou 12 pessoas, incluindo o
presidente da mesa.
Os beneficiados não devem sentar
diretamente na mesa, podendo ser acomodados em locais especiais (quarto de
cura) sempre próximos à mesa de trabalho. Como é habitual, homens e mulheres
sentam separadamente. Os médiuns curadores em serviço podem se movimentar na atenção
aos doentes, sempre de acordo com autorização do presidente da mesa. Além dos
médiuns, devem permanecer na Estrela um fiscal de salão e um fiscal de
terreiro, além do despachador de Santo Daime (não necessariamente o presidente
da mesa). Devem ser evitados os instrumentos musicais, inclusive maracás,
quando não há uma equipe treinada adequadamente. Os hinos devem ser bem
cadenciados, intercalados com pausa, a critério do chefe da sessão.
A praxe é fazer o primeiro despacho do Santo Daime antes da Oração, outro
após a concentração ou no início do Hinário de Cura. E ainda um terceiro
despacho opcional do hino “O Daime”, do Padrinho Alfredo, em diante.
Durante os despachos devem ser cantados os seguintes hinos do Daime:
Padrinho Alfredo O Daime é o
Daime
Maria Brilhante Graças a
Deus aonde eu estou tem Daime
Luiz Mendes Ó Lindo
Daime
Tetéo Tomei
Daime com meu Presidente
Tetéo O
Daime me balançou
Para o encerramento, canta-se o Cruzeirinho do Mestre Irineu, e procede-se
às orações de encerramento, incluindo a Prece de Cáritas.
Caso seja necessário, o presidente da mesa deve solicitar que os doentes
permaneçam na Estrela após o encerramento do trabalho – acompanhados por um
fiscal – para melhor aproveitamento do benefício recebido.
É apropriado que os locais onde acontecem os trabalhos de cura tenham
acomodações apropriadas para receber os doentes.
Sob esta designação reúnem-se todos os trabalhos que são feitos na Casa de
Estrela, que mesmo tendo uma característica marcante de cura tem também como
finalidade a instrução e ensaio de hinários, abertura de banca, ou outros tipos
de trabalhos como aqueles que reúnem jovens, homens ou mulheres das comunidades
daimistas.
Abre-se igualmente ao trabalho de
cura e encerra-se com o Cruzeirinho do Mestre Irineu.
Trabalho de São Miguel
Este é um Trabalho de Cura e limpeza espiritual que se realiza em benefício
de toda a corrente. A estrutura do ritual é como um Trabalho de Estrela. Os
participantes devem usar a farda de Concentração.
A decisão para a realização deste trabalho depende da autorização do
Conselho Doutrinário do CEFLURIS. É necessário que haja uma equipe de cura
credenciada.
Podem ser feitos apenas um ou uma série de três trabalhos, com um intervalo
mínimo de dois dias entre eles.
Abertura normal com três Pai-Nossos, três Ave-Marias, Chave de Harmonia,
Oração e depois cantando, de pé, o Hino nº 29 –“Sol, Lua Estrela” –
Hinário Mestre Irineu – repetido três vezes consecutivas. Nesse momento devem
ser firmadas três velas na mesa além das usuais. Em seguida, Consagração do
Aposento; Prece para a Abertura da Reunião, Prece para os Médiuns.
Havendo abertura da banca, que é realizada após a Prece dos Médiuns, deve
ser feita em nome do Professor Antonio Jorge e do Dr. Bezerra de Menezes que
foram os guias espíritas do Padrinho Sebastião. Costuma-se usar o hino 107 de
Alex Polari (A Chave da Justiça) para a chamada de abertura da banca e no
transcurso podem ser cantados hinos diversos, dando-se preferência àqueles que
se referem a São Miguel.
No ponto máximo do trabalho canta-se o Hino nº 98 – “Com o Poder do Céu” –
do Padrinho Alfredo, por três vezes consecutivas. O oficiante lê a “Prece
para afastar os maus espíritos” e fecha-se
a banca.
Em caso de não abrir-se a banca, após a Prece para os Médiuns, faz-se a
chamada de São Miguel Ç’Õ Poder do Céu). Em seguida são cantados em seqüência
os Hinos nº 6, 22, 47, 63, 100, 101, 115, 123, 134 do Hinário do Padrinho
Sebastião. Seguem-se o Hino nº 30 do Mestre Irineu, e o nº 99 do
Padrinho Alfredo. Em seguida, o Cruzeirinho do Mestre Irineu.
O Oficiante lê a “Prece para o Encerramento da Reunião” e todos acompanham
rezando três Pai-Nossos, três Ave-Marias (intercalados), um Credo, e Salve
Rainha. Encerramento por Juramidam.
É um trabalho normalmente feito pelo grupo de cura de uma determinada
Igreja. Pode ser realizado na casa do próprio doente. Os participantes usam a
farda azul. Canta~se a oração, faz-se uma pequena concentração em benefício do
doente e depois se canta parte ou todo Hinário de Cura.
Trabalho de Cruzes
Este trabalho deve ser realizado na Casa de Estrela e sua realização
depende de indicação da presidência. Do centro ou do grupo de cura. É um
trabalho de exorcismo e desobsessão para o socorro espiritual de pessoas que se
mostrem claramente alteradas de seu modo habitual, obsediadas ou apresentando
um quadro de perturbação grave.
É feito em série,
no mínimo três, máximo nove, sempre em dias consecutivos. Preferencialmente
deve ser realizado às 12:OO h do dia, porém, em situações especiais pode ser
iniciado às 6:00, 16:00 ou 18:OO h.
Na mesa devem sentar os médiuns, ficando o(s) beneficiado(s) na segunda
fila, sempre acompanhado(s) por um fiscal. Os números de integrantes da mesa
pode variar de 3, 5, 7 ou 9 pessoas.
A composição da mesa do trabalho deve ser a mesma em todos os trabalhos de uma
série. Quanto ao(s) beneficiado(s) preferencialmente devem estar presentes no
trabalho, mas o mesmo pode ser feito à distância com apenas três pessoas na
mesa (se solicita que a pessoa beneficiada fique em concentração na mesma
hora).
Todos os participantes do trabalho devem chegar à casa de Estrela cerca de
30 minutos antes da hora de começar o mesmo, tomar a dose única correspondente
e aguardar em concentração o horário de início.
Todos os participantes permanecem de pé. Os que compõem a mesa seguram em
sua mão esquerda uma vela acesa e na direita um pequeno Cruzeiro. Igualmente
o(s) beneficiado(s) devem ter a vela e o Cruzeiro na mão.
O trabalho é aberto com uma Salve-Rainha, e o oficiante procede a leitura
da “Oração para Conjurar os Malefícios dos Maus Espíritos e dos Demônios
Infernais”. Nas horas indicadas pelo oficiante todos devem fazer o sinal da
cruz. Em seguida, são cantados os hinos “Linha do Tucum”, nº 108 do Hinário do
Mestre Irineu (3 vezes), e “Vou receber minha Mãe”, nº 27 do Hinário do
Padrinho Alfredo (duas vezes). O oficiante lê a oração de encerramento, é
rezada uma Salve-Rainha e o trabalho é fechado com “Louvado seja Deus nas
alturas. E a nossa Mãe, Maria Santíssima, sobre toda a humanidade. Amém”.
Após o encerramento, aconselhamos que todos permaneçam sentados, podendo-se
cantar hinos de instrução, disciplina ou correção de pedidos de benefícios
pelas almas e sofredores.
É um trabalho que
era realizado pelo Mestre Irineu, na maioria dos casos, para pessoas que
demonstravam problemas mentais. Devido à delicadeza deste tema, recomenda-se,
tanto na indicação como execução do trabalho, o acompanhamento pelo responsável
do setor de saúde e a observância das normas institucionais e regimentais,
cuidados que devem cercar todo caso onde o problema espiritual do paciente
passe por algum desequilíbrio mental.
FEITIO
O feitio do Santo Daime é um dos principais trabalhos da nossa Doutrina.
Porque, além do feitio material da nossa bebida sacramental, ele é também uma
verdadeira alquimia espiritual.
Por outro lado, deve representar sempre um ponto de encontro e união de
todos os seguimentos da Irmandade em prol da realização do Santo Daime.
A característica principal de um feitio é que o trabalho espiritual
interior e a miração se superponham ao intenso trabalho físico e mental. É
necessário o mais profundo silêncio e atenção no trabalho que está sendo
realizado e uma total disponibilidade às múltiplas tarefas que são exigidas de
cada um.
O feitor, o mestre da fornalha, é o responsável tanto pela parte material
quanto espiritual do feitio. A ele cabe a responsabilidade pelos graus de apuro
do Santo Daime como também a coordenação dos diversos setores de trabalho tanto
masculino quanto feminino.
Os trabalhos masculinos São: pesquisa, corte e transporte do cipó, coleta
das folhas (que também pode ser feita pelas mulheres) raspação, bateção e
fornalha, que consta de apurador, paneleiros, foguista, lenha, água e limpeza.
Os trabalhos femininos são: cozinha, limpeza das folhas, lavagem
dos vasilhames. Durante a limpeza das folhas podem ser apresentados hinários.
Durante a realização dos trabalhos é servido o Santo Daime.
Cada trabalho deve ser executado numa atitude de vibração mental positiva e
dentro de uma corrente harmoniosa.
O despacho do Santo Daime é feito em horas designadas pelo responsável do
feitio, que também executa as chamadas e autoriza a cantar os hinos.
É comum a realização de hinários na boca da fornalha. Quando são cantados
durante a bateção têm que ser puxados na sua cadência.
Durante os trabalhos da folha e nos hinários da boca da fornalha no
interior da casa do feitio as mulheres só podem ter acesso três dias após as
suas regras.
É essencial o cuidado na limpeza, higiene e na esterilização de todos os
vasilhames e recipientes empregados no trabalho.
O Santo Daime deve ser enlitrado dentro dessas normas, anotado seu grau,
data e lua na qual foi produzido.
As Casas de Feitios existentes nas Igrejas, assim como os jardins de Jagube
e Rainha, são administrados pelo CEFLURIS.
Todo Santo Daime é propriedade do CEFLURIS a ser distribuído aos centros e
filiais, que ficam obrigadas a manter registro sobre o seu consumo.
SANTA MISSA
Este ritual é realizado nos dias indicados pelo Calendário Oficial:
Passagem do Padrinho Sebastião – no dia de São Sebastião (20 de janeiro),
Semana Santa, passagem do Mestre Irineu (6 de julho), Finados (2 de novembro) e
também todas as primeiras segundas-feiras de cada mês (depois do Terço das
Almas), na despedida de pessoas que fizeram sua passagem (corpo presente,
sétimo dia e primeiro ano) e ocasiões especiais por solicitação à presidência
do centro local.
Deve ser sempre realizada às 16:OO h, de farda azul, a salvo quando
realizada após algum dos hinários oficiais, de farda branca.
Não são tocados instrumentos musicais nem há bailado. As pessoas ficam
sentadas em torno da mesa (em número de 5,
7, 9 ou 12), homens e mulheres
em seus respectivos lados.
O Ritual é aberto com: “Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso
Senhor, de nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém”. Em seguida, abre-se o Terço (ver Ritual específico), e ao seu final são
cantados os hinos abaixo relacionados. Entre cada hino são rezados três
Pai-Nossos e três Ave-Marias intercalados.
Hinos cantados:
1- Senhor Amado Santa Missa Mestre
Irineu
2- Dois de Novembro Mestre Irineu
3- Rogativo aos Mortos Mestre Irineu
4- Mãe Celestial Mestre
Irineu
5- Equiôr Mestre
Irineu
6- Todo mundo quer ser
filho Mestre Irineu
7- Senhora Mãe Santíssima Mestre
Irineu
8- Oh! Meu Pai Amado Santa Missa Mestre
Irineu
9- Despedida Santa
Missa Mestre Irineu
10- Pisei na terra fria Mestre
Irineu
Obs.: Durante o oitavo hino, o presidente da mesa, sentado à cabeceira, e mais
três pessoas (dispostas na forma de cruz) ficam de pé com uma vela acesa em sua
mão direita. Ao final do hino e suas rezas, as velas são recolhidas pelo
fiscal. As mesmas devem ser dispostas em local adequado, em forma de cruz e
deixadas queimando até o fim.
Esta cerimônia se realiza somente após o encerramento do Trabalho de Santos
Reis, dia 5/6 de janeiro.
É o momento em que cada fardado fará o balanço de suas atividades
espirituais durante o ano que se encerra. São partes deste balanço sua
freqüência e as alterações (benefícios, instrução ou disciplinas recebidas)
observadas. A irmandade deve ser alertada para realizar este exame de
consciência nos dias antecedentes ao trabalho dos Santos Reis. Antes de
iniciar-se a cerimônia propriamente dita, o comandante do trabalho poderá
solicitar a todos um breve momento de concentração para maior conscientização
da entrega que cada fardado fará.
O presidente do centro escolhe entre os membros mais antigos da irmandade
aqueles que irão receber os trabalhos dos demais. As pessoas designadas para
receber os trabalhos permanecem sentadas dentro do Salão da Igreja, e os
fardados individualmente se aproximam, prestam continência, com a mão esquerda
e perfilados afirmam: “Na Santa Paz de Deus eu recebi os meus trabalhos. Na
Santa Paz de Deus eu entrego os meus trabalhos com ou sem alterações.” A(s)
pessoa(s) encarregada(s) de receber os trabalhos poderá solicitar maiores
esclarecimentos sobre a qualidade das alterações observadas e maiores detalhes
sobre as mesmas. Durante a cerimônia é cantado o hino “Oferecimento” do Mestre
Irineu – tantas vezes quantas forem necessárias ou, ainda, o hino nº 23 do
Padrinho Alfredo.
Ao final das entregas, as pessoas designadas para receber os trabalhos da
irmandade entregarão seus próprios trabalhos. Os que foram recebidos pelo
presidente da mesa espírita, os entregará ao presidente do Conselho Ritual
Doutrinário e demais autoridades da Doutrina.
Há muitos anos que a entrega dos trabalhos foi suspensa na nossa sede geral
do Céu do Mapiá. Os centros; ocasionalmente, podem optar pela realização da
cerimônia de entrega como uma forma de instruir o corpo de fardados do ritual e
no seu simbolismo. Pretende-se que seja realizada uma entrega de trabalho geral
na sede do Céu do Mapiá no ano 2000.
Todos os trabalhos da nossa linha
espiritual devem ser encerrados com três Pai-Nossos e três Ave-Marias
intercalados, uma Salve-Rainha, e em alguns casos, a Prece de Catitas. Depois
disso, o dirigente pronuncia o encerramento da sessão por Juramidam:
“Em nome de Deus Pai Todo Poderoso, da Virgem Soberana. Mãe, do Patriarca
São José e de todos os Seres Divinos da Corte Celestial e com a Ordem do nosso
Mestre Império Juramidam está encerrado o nosso trabalho, meus irmãos e minhas
irmãs. Louvado seja Deus nas alturas.” E todos respondem: “Para que sempre seja
louvada a Nossa Mãe Maria Santíssima sobre toda a humanidade. Amém.”
O Fardamento é a cerimônia de entrega
da Estrela e consagração das vestes cerimoniais, tomando o associado um membro
ativo da Doutrina do Mestre Império Juramidam.
As condições prévias ao Fardamento são:
• ter participado de pelo menos três trabalhos oficiais (incluindo as
Concentrações);
• ter conhecimento dos princípios doutrinários, éticos e estatutários tanto
do centro local quanto do CEFLURIS;
• ter seu cadastro aprovado pela diretoria do centro ao qual se afiliou;
• ser associado ao CEFLURIS e ao centro local que freqüentará.
A cerimônia se realiza ao início de um trabalho espiritual do calendário
oficial após as rezas de abertura e antes do início do hinário propriamente
dito. Preferencialmente deverá ser um hinário de farda branca.
A cerimônia consta de uma abertura (preleção) do comandante do trabalho
sobre a importância do Fardamento, relembrando os direitos e deveres de cada
fardado, e o zelo que devemos ter com nossas vestes
cerimoniais. Em seguida, o(s) aspirante(s) se coloca de pé em frente ao Santo
Cruzeiro. Homens à esquerda, mulheres à direita. Toda a irmandade canta o hino
nº 65 - Graduação do Padrinho
Alfredo Gregório.
Ao som do hino, o dirigente do trabalho ou pessoa por ele indicada coloca a
Estrela no peito do(a) aspirante. A Estrela das crianças, rapazes e moças deve
ser à esquerda (lado do coração) e, dos adultos, à direita. O aspirante deve se
apresentar com a farda completa (branca e azul).
Obs.: Mesmo que o hinário programado para
o dia seja o do Padrinho Alfredo, a cerimônia se realiza no início do mesmo,
cantando-se posteriormente o hino nº 65 em sua seqüência habitual.
Ao final da cerimônia, pode-se dar VIVA AO(S) NOVO(S) FARDADO(S) e uma
salva de palmas.
Este ritual deve ser realizado preferencialmente na abertura dos hinários
em homenagem a São José, Santo Antônio, São João, Nossa Senhora da Conceição e
Santos Reis. Em situações especiais, aconselha-se que seja realizado em
coincidência com algum hinário de farda branca.
Obs.: são feitas as orações de abertura,
abre-se o despacho e, a seu final, inicia-se a cerimônia do Casamento.
Os noivos devem estar de farda branca. A noiva-virgem poderá usar vestido
de noiva com véu e grinalda, enquanto que as não-virgens, um vestido mais
apropriado.
Abertura da
cerimônia: os fardados da irmandade se colocam em fila desde a porta até a mesa
central da Igreja. Os homens de um lado e as mulheres do outro, formando-se um
corredor por onde a noiva-moça passará acompanhada pelo pai ou responsável. O
noivo estará aguardando na cabeceira da mesa, acompanhado pelo padrinho e pela
madrinha do Casamento. À entrada da noiva, os presentes cantam o hino nº 142 -
“O Símbolo da Verdade” - do Padrinho Sebastião. A noiva fica à direita do
noivo na cabeceira da mesa e a irmandade ocupa seus respectivos lugares na fila
do bailado.
Obs.: A noiva-mulher se posicionará diretamente à cabeceira da mesa, sendo, então,
cantado o ‘Símbolo da Verdade’.
O Oficiante, não necessariamente o dirigente do trabalho, pessoa
qualificada por seus conhecimentos da Doutrina e ética exemplar, dá início à
cerimônia com a seguinte oração:
“Senhor Deus Supremo, Senhor Nosso Pai, Senhor São João Batista, dono desta
Casa Santa. Seus filhos_______ e _______ hoje se apresentam, com um só
pensamento: juntos seguir o caminho da vida, no rumo de toda natureza, que se
desdobra e multiplica, que esta união os faça mais fortes, dois em um, na
unidade da Família. Pedimos Senhor: que seus dias sejam harmoniosos, como toda
a natureza que canta. Que a mesma fonte de luz lhes traga clareza, o mesmo fogo
acalente seus corpos, na mesma água saciem a sede da vida. Nem ódio, nem
inveja, nem mentira, nem discórdia, encontre abrigo neste novo Lar, pois no
Amor a Verdade será manifestada, como a luz do Sol que tudo cobre. Senhora da
Conceição, Senhora Nossa Mãe, sejam estes teus filhos_______ e _______ como semente boa em terra
fértil, seus frutos, bons frutos estendei Vosso Manto de proteção contra o medo
que forja os fracos, contra a peste que propaga nas trevas. Senhor Nosso Mestre
Império Juramidam, dai a todos os presentes prosperidade no amor, saúde no
trabalho e vida para Vos louvar. Para sempre, para sempre, para sempre. Amém”.
E segue:
“Diante do Santo Cruzeiro e a
irmandade aqui reunida _______e _______
prometem compartilhar suas vidas, buscando aperfeiçoar a Harmonia, o
Amor, a Verdade e a Justiça. Para mostrar esta unidade de coração, os noivos
dêem os braços, sendo este o símbolo de suas vidas daqui pra frente”.
Neste ponto o oficiante despachará o Santo Daime dos noivos, fazendo que
cada um ofereça o sacramento ao outro.
“O hino que agora se cantará representa a palavra de poder do nosso Mestre
Imperador, que consagra e torna legítima esta cerimônia.
A irmandade canta o hino “Sou Luz, dou Luz” do Padrinho Sebastião.
Novamente o oficiante:
“O casamento é um compromisso de trabalhar na formação de uma nova família.
Muitos assumem este compromisso mas não conseguem levar a bom termo esta missão
divina, porque não têm a sabedoria da vida. Amai-vos um ao outro, mas não
façais do amor um grilhão. Vivemos um momento em que muitas famílias se
desagregam, perdendo o fim providencial com que foram instituídas. Mas o bom
termo desta missão é para os que guardam o conselho e a sabedoria”.
O oficiante pode, opcionalmente, ler algum trecho da Bíblia.
Sugerimos: Epístola de São Paulo aos Efésios. Cap. V, vers. 21 a 33, ou Epístola de São Paulo aos Coríntios - Cap.
VII, ou ainda, a Epístola de São Pedro, Cap. III, vers.
1 a 12.
Dá-se, então, início à troca de alianças. Tendo o oficiante à frente, o
noivo põe a aliança no dedo anular da mão esquerda da noiva, dizendo: “Receba
esta aliança como símbolo de meu compromisso contigo”.
Em seguida, a noiva faz o mesmo, afirmando as mesmas palavras. Na
seqüência, a irmandade canta o hino “O Amor é para ser distribuído” do Padrinho
Sebastião.
Encerramento da cerimônia: oficiante: “Senhor Deus Onipotente, somos
centelhas deste Vosso Amor Universal que brindou o planeta Terra com o sacrário
vivo de Vossa Presença. Nós te pedimos Senhor Onisciente que ampare estes teus
filhos _______ e _______ e abençoe,
Senhor, esta união. Que eles conheçam o verdadeiro ensinamento de Vosso Filho e
Senhor nosso, Jesus Cristo Redentor, e tenham uma vida de Paz e Prosperidade.
Na alegria desta ocasião que este casal recebe Vossa.
Divina Benção, pedimos, Senhor, firmeza e coragem para atravessarem juntos
o caminho da existência terrena, um fortalecendo o outro. Que este compromisso
firmado frente ao Santo Cruzeiro, símbolo de Vossa remissão universal, esteja
presente todos os dias na alegria e no amor de contemplar o Sol, a Lua, as
Estrelas, a Terra, a Floresta e as Flores como filhos de Deus e herdeiros de
glórias eternas. Amém.” “Parabéns para os noivos, lhes desejamos sucesso na
nova vida”. “Viva os noivos!”.
Após breves cumprimentos, os noivos ocupam seus habituais lugares no
bailado (a noiva-moça só passará para a fila das mulheres no hinário seguinte)
e dá-se início ao hinário propriamente dito.
Santo Daime, o sal e a água sobre a mesa em pequenas vasilhas, bem como o
facho de algodão. A criança acompanhada dos padrinhos em torno da mesa. Os
acompanhantes do ritual, de três a nove, com velas na mão, rezando em voz
suave o Pai-Nosso e a Ave-Maria. O celebrante no centro da mesa.
“O Batismo simboliza a passagem para uma nova vida. São João batizava nas
águas do Rio Jordão aqueles ..que tinham se convertido. Nos tempos antigos, os
adultos que aderiam à Doutrina Cristã eram batizados. Depois que o
cristianismo se firmou, este costume se estendeu às crianças.”
Leitura do texto
bíblico - São Mateus - Cáp. 28 - Vers. 16: “E os onze discípulos partiram para
a Galiléia, para o monte que Jesus lhe tinha designado. E quando o viram, o
adoraram, mas alguns duvidaram. E, chegando-se Jesus falou-lhes dizendo: “é-me
dado todo poder no Céu e na Terra. Portanto, ide e ensinai todas as nações
batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a
guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado e eis que estou convosco todos
os dias até a consumação dos séculos. Amém.”
Os padrinhos foram escolhidos como protetores da criança, ajudando os pais
a orientá-la nos caminhos da vida. Na falta dos pais devem os padrinhos amparar
a criança.
Na cerimônia, o Santo Daime significa a nova revelação de Jesus Cristo. É o
chamado para a vida espiritual.
O sal que o batizando recebe nos lábios para sentir o gosto simboliza o
contato material e externo que deve ser santificado pelo novo cristão. “Vós
sois o sal da Terra, se o sal se tornar insípido, sem gosto, de nada servirá,
se não para ser lançado fora e calcado pelos pés. Assim como a força do sal é
tão útil e apreciada, assim é o chamado para o novo cristão se portar na vida
terrena.”
A água simboliza a purificação. A água que lava o corpo, agora em nome de
Nosso Senhor Jesus Cristo purifica o espírito.
Inicia-se o ritual propriamente dito. O celebrante batizará na seguinte
ordem:
1º) Santo Daime (em algodão embebido) - Chama-se a criança pelo nome
completo. Passa-se o algodão em seu lábios, dizendo: “Eu te batizo com o Santo
Daime que é Luz para te guiar na vida espiritual em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo”.
2º) Sal - Chama-se a criança pelo nome completo: “Eu te batizo com o sal para
teres força de lutar contra as adversidades em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo”.
3º) Água - Chama-se a criança pelo nome
completo. “Assim como São João batizou Jesus no Rio Jordão, eu te batizo com
água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.
CALENDÁRIO
OFICIAL
É o conjunto de serviços espirituais a serem realizados durante o ano. Este
Calendário Oficial, juntamente com as Normas de Ritual é o que distingue o
CEFLURIS dos demais centros que trabalham com o mesmo sacramento.
É direito e obrigação de cada fardado participar de todos os trabalhos aqui
relacionados, incluindo-se as duas Concentrações mensais. Caso haja algum
impedimento de força maior para o seu comparecimento, o fardado deve
comunicá-lo à diretoria do centro ao que está associado. Mais de três
ausências, sem aviso prévio, implicará em sanções, conforme nosso Regimento
Interno.
|
Dia |
Festejo |
Hinário |
Hora |
Farda |
|
07/Jan |
Aniv. P. Alfredo |
Pad. Sebastião |
9:00 |
Branca |
|
19/Jan |
São Sebastião |
Pad. Sebastião + Missa |
18:30 |
Branca |
|
18/Mar |
São José |
Padrinho Alfredo |
18:30 |
Branca |
|
5a. Feira |
Semana Santa |
Hinário dos Mortos |
18:30 |
Azul |
|
6a. Feira |
Semana Santa |
Missa |
16:00 |
Azul |
|
2º Dom. Maio |
Dia das Mães |
Mad. Julia, Rita,
Cristina |
16:00 |
Branca |
|
12/Jun |
Sto. Antonio |
Maria Brilhante |
18:30 |
Branca |
|
23/Jun |
São João |
Mestre Irineu |
18:30 |
Branca |
|
25/Jun |
Aniv. Mad. Rita |
Padrinho Sebastião |
9:00 |
Branca |
|
28/Jun |
São Pedro |
Padrinho Alfredo |
18:30 |
Branca |
|
Dia |
Festejo |
Hinário |
Hora |
Farda |
|
06/Jul |
Passagem M. Irineu |
Teteo + Missa |
18:30 |
Branca |
|
2º Dom/Ago |
Dia dos Pais |
Pad. Sebastião |
9:00 |
Branca |
|
6/Out |
Aniv. P. Sebastião |
Mestre Irineu |
18:30 |
Branca |
|
01/Nov |
Dia de Finados |
H.dos Mortos + Missa |
18:30 |
Azul |
|
07/Dez |
N.S. da Conceição |
Mestre Irineu |
18:30 |
Branca |
|
14/Dez |
Aniv. Mestre Irineu |
Padrinho Sebastião |
18:30 |
Branca |
|
24/Dez |
Nasc. Cristo (Natal) |
Mestre Irineu |
18:30 |
Branca |
|
31/Dez |
Passagem de Ano |
Padrinho Alfredo |
18:30 |
Branca |
|
06/Jan |
Santos Reis |
M. Irineu + Entrega de
Trabalho |
18:30 |
Branca |
Apesar de ainda não oficializado, o nascimento do Padrinho Corrente, no dia 29 de setembro, deverá se transformar em festa oficial da irmandade. Existem ainda outras tradições de hinários no Céu do Mapiá e em outras igrejas, que são datas oficias locais, como o aniversário de um dirigente ou a data de fundação do centro.
ABERTURA
DOS HINÁRIOS OFICIAIS
Todos os hinários de farda branca são abertos com o Terço, ás 18:30. Em
seguida, é servida a primeira dose, e aberto o trabalho às 19.00 horas com: “Em
nome de Deus Pai Todo-Poderoso, da Virgem Soberana Mãe, do Nosso Senhor Jesus
Cristo, do Patriarca São José e de todos os Seres Divinos da Corte Celestial,
com a ordem de nosso Mestre Império Juramidam, estão abertos os nossos
trabalhos, meus irmãos e minhas irmãs. Que Deus e a Virgem Mãe sejam nossos
guias para sempre. Amém!” Todos se benzem.
• Os Hinários realizados
durante o dia devem iniciar às 8:30 h. o Terço e o bailado às 09:00 h.
• Nos dias de Confissão,
antes de dar início ao hinário, cantam-se os hinos nº 29 e 30 do Mestre
Irineu (3 vezes), todos perfilados em seus lugares de bailado. As festas onde
se faz a Confissão são: São João, Nossa Senhora da Conceição e Santo Reis.
• A Confissão tem o seguinte
ritual: antes de cantar o hino nº 17 do Mestre Irineu, os fiscais distribuem
velas para todos os participantes. Com as velas acesas, na mão direita, o hino
é repetido por 3 vezes, e depois rezam-se três Pai-Nossos e três Ave-Marias
intercalados e uma Salve-Rainha. As velas podem permanecer com cada pessoa ou
recolhidas pelos fiscais e acesas em local conveniente durante o intervalo.
ENCERRAMENTO
Os Trabalhos são encerrados com o último hino
dos Hinários do Padrinho Sebastião (Eu sou brilho do Sol), da Madrinha Rita
(Vivo na Floresta) e do Padrinho Alfredo (opcionalmente do Padrinho Valdete e
do comandante do centro local), seguidos de três Pai-Nossos e três Ave-Marias
intercalados, uma Salve-Rainha e o presidente da mesa ao final afirma: “Em nome
de Deus Pai Todo-Poderoso, da Virgem Soberana Mãe, do Nosso Senhor Jesus
Cristo, do Patriarca São José, e de todos os Seres Divinos da Corte Celestial,
com a ordem do nosso Mestre Império Juramidam, estão encerrados os nossos
trabalhos de hoje, meus irmãos e minhas irmãs. Louvado seja Deus nas alturas!”
e todos respondem “Para sempre seja lembrada a nossa Mãe Maria Santíssima sobre
toda a humanidade. Amém!” Todos se benzem.
O presidente
da mesa, ou pessoa por ele indicada, poderá dirigir palavras de reflexão à
irmandade após ditas as rezas. Avisos e recados devem ser dados somente ao
final.
Dooriginal
doCEFLURIS–VilaCéu do Mapiá – Amazonas - Reproduzidopela Regional Nordeste Santo Daime
– Recife/PE